A paz não chega fazendo barulho.
Ela se instala devagar, sem anúncio.
Depois de meses, ou anos, em alerta, seu corpo começa a entender que pode
respirar sem medo.
Você acorda
sem aquela sensação de urgência.
Consegue passar um tempo em silêncio sem se sentir sufocado.
Volta a ter paciência com os outros... e com você.
Isso não
significa que tudo está resolvido.
Mas algo mudou.
Você saiu do
modo de sobrevivência.
O caos
deixa de comandar
Durante
muito tempo, a vida foi sobre se proteger.
Evitar gatilhos. Controlar tudo. Prever riscos. Reagir rápido.
Seu sistema
aprendeu a se defender o tempo todo.
Mas agora, pela primeira vez em muito tempo, você começa a não se reconhecer.
Não por
estar perdido... mas porque está saindo do velho padrão de guerra.
A paz tem
sinais sutis
- Você responde com mais calma.
- Pensa antes de agir.
- Deixa passar o que antes te engolia por dentro.
- Sente raiva, mas ela já não te controla.
- Sente tristeza, mas ela não te paralisa.
Essas
pequenas mudanças mostram que algo aí dentro está se reorganizando.
Você está
voltando para si.
O alívio
de não estar mais lutando com tudo
Não é que
agora tudo esteja leve, mas o peso deixou de ser constante. E só isso já é um
respiro enorme.
Você começa
a perceber que não precisa mais estar sempre no controle.
Nem justificar tanto, nem se provar o tempo todo.
O descanso
emocional começa a fazer sentido.
E a calma deixa de ser estranha.
Esse é o
começo de outra fase
A fase onde
o que te move não é mais o medo.
- É o que faz sentido.
- É o que te nutre.
- É o que sustenta.
Você começa
a escolher com mais clareza.
Falar com mais intenção.
Ficar onde faz bem e sair do que esgota, sem tanta culpa.
No momento
em que a calma volta, você não vira outra pessoa.
Você só para de lutar com quem sempre foi.
E começa, enfim, a viver com menos defesa, mais presença e a ter mais paz.
Hecionara Nigri - Psicanalista Clínica

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