O ciúme, por mais difícil que seja admitir, não é sobre o outro, é sobre nós mesmos.
Ele nasce do medo: medo de perder, de não ser suficiente, de não ser escolhido. Ele sussurra inseguranças que talvez nem saibamos que carregamos. Mas o amor não deve ser um lugar de medo.
Se o ciúme aparecer, em vez de reagir impulsivamente, podemos nos perguntar:
"O que estou sentindo de verdade?"
"O que essa insegurança quer me mostrar?"
Conversar, confiar e fortalecer a autoestima ajudam a transformar esse sentimento. O amor verdadeiro não precisa de controle, mas de liberdade. Pois a decisão é do outro, se quiser ficar, fica, pois, quem ama cuida e o cuidado nunca deve ser uma prisão.
Seja gentil consigo mesmo.
Todos merecem um amor que traga paz, não angústia.
Hecionara Nigri - Psicanalista Clínica

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