Viver tentando se explicar cansa...
Não é só falar, é justificar o tempo todo. Justificar o motivo do silêncio, o porquê de uma escolha, o modo de pensar, de sentir, de viver...
É como se,
em cada movimento, houvesse um tribunal invisível esperando por explicações. E viver
assim, esgota.
Se
existir exige autorização
Algumas
pessoas crescem acreditando que precisam de permissão para ser o que são, talvez
tenham ouvido que estavam sempre erradas.
Ou que eram “difíceis de entender”, e tinham que se explicar melhor para
serem aceitas.
Com o tempo,
isso vira hábito. E o hábito vira padrão. E então, qualquer gesto, até os mais
simples, vem acompanhado de um discurso defensivo.
Como se respirar diferente, já fosse motivo para julgamento.
O medo
escondido por trás da explicação
Por trás do
impulso de se explicar, existe algo mais profundo: medo de ser mal
interpretado, rejeitado, questionado. É como se o valor da própria existência
precisasse ser sempre validado.
A
explicação que não convence
Se o outro
quer entender, ouve, porém, se já decidiu julgar, não escuta.
E gastar
energias tentando convencer alguém que não está disposto a compreender, só te
afasta de quem realmente importa. Você não precisa justificar cada escolha que
faz para manter alguém por perto, alguém que te conhece de verdade não exige
tanto esforço.
A
liberdade de não ter que se explicar
Nem tudo
precisa ser traduzido, nem todo sentimento precisa virar argumento e, nem toda
ausência precisa ser explicada.

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